Doenças da Próstata6 min de leitura

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): Causas e Tratamentos

Guia completo sobre HPB: o que é, prevalência, sintomas urinários, diagnóstico e tratamentos — de medicamentos a laser e cirurgia robótica. Dr. Paulo Caldas, urologista em Chapecó.

Dr. Paulo CaldasCRM-SC 11141 | RQE 5935

Introdução

A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é o crescimento não-canceroso da glândula prostática que afeta a grande maioria dos homens à medida que envelhecem. Apesar de benigna, a HPB pode causar sintomas urinários significativos que impactam diretamente a qualidade de vida.

Neste artigo, o Dr. Paulo Caldas (CRM-SC 11141), urologista em Chapecó, explica em detalhes o que é a HPB, como ela se manifesta, como é diagnosticada e quais são as opções de tratamento disponíveis, desde medicamentos até procedimentos minimamente invasivos e cirúrgicos.

O Que é a HPB

A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz localizada abaixo da bexiga, envolvendo a uretra (o canal por onde a urina passa). A partir dos 40-50 anos, as células da zona de transição da próstata começam a se multiplicar, causando um aumento progressivo do volume da glândula.

Esse crescimento comprime a uretra, criando uma obstrução mecânica ao fluxo urinário. Além disso, o componente muscular liso da próstata pode se contrair, adicionando um componente dinâmico à obstrução. A combinação desses dois fatores é responsável pelos sintomas urinários característicos da HPB.

É fundamental enfatizar que a HPB é uma condição benigna: não é câncer e não se transforma em câncer. No entanto, a HPB e o câncer de próstata podem coexistir no mesmo paciente, o que reforça a importância do acompanhamento urológico regular.

Prevalência

A HPB é extraordinariamente comum. Estudos histológicos mostram que a prevalência aumenta progressivamente com a idade: afeta cerca de 50% dos homens aos 50 anos, 70% aos 60 anos e mais de 90% dos homens acima de 80 anos. Nem todos os homens com HPB histológica apresentam sintomas, mas estima-se que 50% dos homens com HPB desenvolvam sintomas significativos ao longo da vida.

No Brasil, a HPB é uma das condições urológicas mais frequentes nos consultórios. Em Chapecó e no Oeste de SC, onde a população masculina tem envelhecido progressivamente, a demanda por tratamento de HPB é crescente. O Dr. Paulo Caldas atende diariamente pacientes com essa condição, oferecendo desde o manejo conservador até as opções cirúrgicas mais modernas.

Sintomas (LUTS)

Os sintomas causados pela HPB são classificados como LUTS (Lower Urinary Tract Symptoms, ou Sintomas do Trato Urinário Inferior) e dividem-se em dois grupos:

Sintomas obstrutivos (de esvaziamento):

  • Jato urinário fraco ou fino
  • Hesitação (demora para iniciar a micção)
  • Intermitência (jato que para e recomeça)
  • Esforço para urinar
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Gotejamento terminal

Sintomas irritativos (de armazenamento):

  • Urgência urinária (vontade repentina e intensa de urinar)
  • Aumento da frequência urinária diurna (polaciúria)
  • Noctúria (acordar várias vezes à noite para urinar)
  • Incontinência de urgência

A gravidade dos sintomas é avaliada pelo questionário IPSS (International Prostate Symptom Score), uma ferramenta validada internacionalmente que pontua os sintomas de 0 a 35, sendo classificados como leves (0-7), moderados (8-19) ou graves (20-35).

Diagnóstico

O diagnóstico da HPB é clínico e envolve a combinação de história clínica detalhada, exame físico (incluindo toque retal para avaliar o tamanho e a consistência da próstata) e exames complementares:

  • PSA: para excluir câncer de próstata concomitante
  • Ultrassonografia: avalia o volume prostático e o resíduo pós-miccional (urina que permanece na bexiga após urinar)
  • Urofluxometria: mede o fluxo urinário objetivamente, confirmando a obstrução
  • Exame de urina: exclui infecção urinária e hematúria
  • Creatinina: avalia a função renal, que pode ser comprometida em casos graves de obstrução

Em casos selecionados, pode ser necessário estudo urodinâmico completo para diferenciação entre obstrução prostática e disfunção vesical.

Tratamento Medicamentoso

O tratamento inicial da HPB sintomática é, na maioria dos casos, medicamentoso. As principais classes de medicamentos incluem:

  • Alfa-bloqueadores (tansulosina, doxazosina, silodosina): relaxam a musculatura lisa da próstata e do colo vesical, aliviando o componente dinâmico da obstrução. O efeito é rápido, percebido em dias. Efeitos colaterais: tontura, hipotensão postural, ejaculação retrógrada.
  • Inibidores da 5-alfa-redutase (finasterida, dutasterida): bloqueiam a conversão de testosterona em dihidrotestosterona (DHT), reduzindo progressivamente o volume da próstata em 20-30%. O efeito demora 3-6 meses para ser notado. São especialmente úteis em próstatas volumosas (acima de 40g).
  • Terapia combinada: a associação de alfa-bloqueador com inibidor da 5-alfa-redutase (ex: dutasterida + tansulosina) demonstrou superioridade sobre monoterapia em estudos de longo prazo como o CombAT e o MTOPS.
  • Antimuscarínicos e mirabegrona: para pacientes com predomínio de sintomas de armazenamento (urgência, frequência).
  • Tadalafila 5mg diária: aprovada para HPB com ou sem disfunção erétil concomitante, atuando no relaxamento da musculatura lisa vesico-prostática.

Tratamentos Minimamente Invasivos

Para pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso ou desejam uma alternativa à cirurgia tradicional, existem opções minimamente invasivas:

  • Enucleação prostática a laser (HoLEP): considerado o padrão-ouro para próstatas de qualquer tamanho. Utiliza laser de Holmium para enuclear o tecido adenomatoso, com resultados duráveis e excelente perfil de segurança.
  • Vaporização prostática a laser (PVP — GreenLight): utiliza laser de alta potência para vaporizar o tecido obstrutivo. Indicada especialmente para pacientes em uso de anticoagulantes.
  • UroLift (Prostatic Urethral Lift): dispositivo implantável que afasta os lobos prostáticos, desobstruindo a uretra sem remoção de tecido. Preserva a função ejaculatória. Indicado para próstatas de até 80g sem lobo mediano proeminente.
  • Rezum (Water Vapor Therapy): utiliza vapor d'água estéril para destruir o tecido prostático obstrutivo. Procedimento ambulatorial com preservação da função sexual.

Tratamento Cirúrgico

A cirurgia permanece indicada para casos refratários ao tratamento clínico ou quando há complicações. As opções incluem:

  • Ressecção transuretral da próstata (RTU-P): técnica endoscópica clássica, por via uretral, para próstatas de até 80g.
  • Prostatectomia simples (transvesical ou retropúbica): para próstatas muito volumosas (acima de 80-100g). Pode ser realizada por via aberta ou robótica.
  • Prostatectomia simples robótica (Millin robótica): a versão robótica da prostatectomia simples oferece os benefícios da cirurgia minimamente invasiva (menos sangramento, recuperação mais rápida) para próstatas muito grandes.

Quando o Tratamento Cirúrgico é Indicado

As indicações absolutas para intervenção cirúrgica na HPB incluem:

  • Retenção urinária refratária (impossibilidade de urinar mesmo com sonda)
  • Infecções urinárias de repetição causadas pela obstrução
  • Cálculos vesicais secundários à HPB
  • Hematúria (sangramento) recorrente de origem prostática
  • Insuficiência renal secundária à obstrução (uropatia obstrutiva)
  • Divertículos vesicais grandes

Além dessas, a cirurgia pode ser indicada para pacientes com sintomas moderados a graves que não obtêm alívio satisfatório com medicamentos ou que preferem uma solução definitiva.

Conclusão

A HPB é uma condição extremamente comum que afeta a maioria dos homens ao longo da vida. Com o avanço das opções terapêuticas — desde medicamentos eficazes até procedimentos a laser e cirurgia robótica — é possível tratar essa condição com excelentes resultados e mínimo impacto na qualidade de vida.

Se você apresenta sintomas urinários como jato fraco, urgência ou noctúria, não normalize essas queixas. Agende uma consulta com o Dr. Paulo Caldas em Chapecó e descubra a melhor opção de tratamento para o seu caso. O Oeste de SC conta com todas as tecnologias necessárias para tratar a HPB com excelência.

Disclaimer: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Agende uma avaliação com o Dr. Paulo Caldas para orientação personalizada.

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