Doenças da PróstataGuia Completo13 min de leitura

Doenças da Próstata: Guia Completo

Guia completo sobre doenças da próstata: hiperplasia prostática benigna (HPB), prostatite, câncer de próstata, PSA, toque retal, quando consultar um urologista. Dr. Paulo Caldas — Chapecó-SC.

Dr. Paulo CaldasCRM-SC 11141 | RQE 5935

A próstata é uma glândula exclusivamente masculina que, apesar de seu tamanho reduzido, é responsável por algumas das condições de saúde mais prevalentes em homens a partir da meia-idade. Hiperplasia prostática benigna, prostatite e câncer de próstata afetam milhões de brasileiros — muitos dos quais poderiam se beneficiar de diagnóstico e tratamento precoces se mantivessem acompanhamento urológico regular. Neste guia completo, o Dr. Paulo Caldas (CRM-SC 11141), urologista especialista em Chapecó com formação internacional e mais de 700 procedimentos robóticos, apresenta tudo o que você precisa saber sobre as doenças da próstata.

A Próstata: Anatomia e Função

A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, localizada abaixo da bexiga e à frente do reto, envolvendo a uretra prostática (o canal por onde a urina passa). Em homens jovens, tem aproximadamente o tamanho de uma noz, pesando cerca de 20 gramas. Com o envelhecimento, tende a crescer progressivamente — processo que pode levar à hiperplasia prostática benigna.

Sua principal função é produzir parte do líquido seminal — o fluido que protege, nutre e transporta os espermatozoides durante a ejaculação. A secreção prostática contém enzimas como o PSA (Antígeno Prostático Específico), zinco, ácido cítrico e outras substâncias essenciais para a fertilidade masculina.

A anatomia da próstata é dividida em zonas (periférica, central, transicional e anterior), cada uma com relevância clínica distinta. A zona periférica é onde se originam a maioria dos cânceres de próstata (cerca de 70%), enquanto a zona transicional é o local de desenvolvimento da hiperplasia prostática benigna.

Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)

A hiperplasia prostática benigna é o crescimento não-canceroso da próstata que ocorre com o envelhecimento. É uma das condições mais comuns em homens: afeta aproximadamente 50% dos homens aos 50 anos e até 90% acima dos 80 anos. A HPB causa compressão da uretra, levando a sintomas urinários que podem impactar significativamente a qualidade de vida.

Sintomas da HPB

Os sintomas da HPB são classificados como obstrutivos (de esvaziamento) e irritativos (de armazenamento):

  • Sintomas obstrutivos: Jato urinário fraco, hesitação para iniciar a micção, esforço miccional, jato interrompido, gotejamento terminal e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.
  • Sintomas irritativos: Urgência urinária (vontade súbita e intensa de urinar), frequência aumentada (urinar muitas vezes ao dia), noctúria (acordar para urinar à noite, 2 ou mais vezes) e, em alguns casos, urgência com incontinência.

A gravidade dos sintomas é avaliada pelo escore IPSS (International Prostate Symptom Score), um questionário validado internacionalmente com 7 perguntas sobre sintomas urinários, pontuado de 0 a 35. Escores de 0-7 indicam sintomas leves, 8-19 moderados e 20-35 graves.

Diagnóstico da HPB

O diagnóstico da HPB envolve:

  • História clínica e IPSS: Avaliação detalhada dos sintomas, impacto na qualidade de vida e histórico de saúde.
  • Exame físico com toque retal: Permite avaliar o tamanho, consistência e forma da próstata, além de descartar nódulos suspeitos de câncer.
  • PSA sérico: Para excluir câncer de próstata coexistente.
  • Ultrassonografia: Avalia o volume prostático e o resíduo pós-miccional (quantidade de urina que permanece na bexiga após urinar).
  • Urofluxometria: Mede o fluxo urinário máximo, identificando obstrução objetiva.
  • Estudo urodinâmico: Em casos selecionados, para diferenciação entre obstrução e disfunção vesical.

Tratamento da HPB

O tratamento depende da gravidade dos sintomas e do impacto na qualidade de vida:

  • Observação vigilante: Para sintomas leves (IPSS < 8), com mudanças comportamentais: reduzir ingestão de líquidos à noite, evitar cafeína e álcool, urinar em intervalos regulares.
  • Tratamento medicamentoso: Alfa-bloqueadores (tansulosina, doxazosina) relaxam a musculatura da próstata e do colo vesical, aliviando sintomas em dias. Inibidores da 5-alfa-redutase (finasterida, dutasterida) reduzem o volume prostático em 20-30% ao longo de meses. A combinação de ambos pode ser indicada para próstatas volumosas.

Tratamento Cirúrgico e a Laser

Quando o tratamento medicamentoso é insuficiente, causa efeitos colaterais inaceitáveis ou há complicações (retenção urinária, infecções recorrentes, cálculos vesicais, insuficiência renal), o tratamento cirúrgico é indicado:

  • RTU de próstata (Ressecção Transuretral): Técnica endoscópica clássica que resseca o tecido prostático obstrutivo por via uretral, sem incisões externas. É o padrão-ouro histórico para próstatas de até 80-100g.
  • Enucleação prostática a laser (HoLEP): Utiliza laser de holmium para enuclear o adenoma prostático integralmente, independentemente do tamanho. Oferece menor sangramento, retirada mais completa do tecido e menor taxa de re-tratamento a longo prazo. Pode ser realizada em próstatas de qualquer tamanho.
  • Vaporização prostática a laser (PVP/Greenlight): Vaporiza o tecido obstrutivo com laser de alta potência. Indicada para pacientes em uso de anticoagulantes ou com alto risco cirúrgico.
  • Prostatectomia aberta ou robótica: Para próstatas muito volumosas (> 100-150g), a remoção do adenoma pode ser feita por via cirúrgica aberta ou, em centros especializados, por via robótica.

Prostatite

A prostatite — inflamação da próstata — é uma das condições urológicas mais comuns em homens jovens e de meia-idade, representando até 25% das consultas urológicas ambulatoriais. Diferentemente da HPB e do câncer de próstata, a prostatite afeta homens de todas as idades, inclusive jovens adultos.

Tipos de Prostatite

A classificação do NIH (National Institutes of Health) divide a prostatite em quatro categorias:

  • Tipo I — Prostatite bacteriana aguda: Infecção bacteriana aguda da próstata. Quadro grave com febre alta, calafrios, dor perineal intensa, dificuldade urinária e, por vezes, retenção urinária. Requer antibioticoterapia parenteral e pode necessitar internação. É a forma mais rara, mas a mais grave.
  • Tipo II — Prostatite bacteriana crônica: Infecção bacteriana recorrente, com episódios repetidos de infecção urinária originados na próstata. Sintomas mais brandos que a forma aguda, mas persistentes e recidivantes.
  • Tipo III — Prostatite crônica / Síndrome de dor pélvica crônica (SDPC): É a forma mais comum (90% dos casos de prostatite). Caracteriza-se por dor pélvica, perineal ou genital por mais de 3 meses, sem evidência de infecção bacteriana. Pode ser inflamatória (IIIa) ou não-inflamatória (IIIb). É uma condição multifatorial e seu tratamento exige abordagem individualizada.
  • Tipo IV — Prostatite inflamatória assintomática: Achado incidental em biópsias ou exames de sêmen, sem sintomas clínicos. Geralmente não requer tratamento.

Causas e Fatores de Risco

A prostatite bacteriana (tipos I e II) é causada por bactérias gram-negativas como Escherichia coli, Klebsiella, Proteus e Pseudomonas, que ascendem pela uretra até a próstata. Fatores de risco incluem infecções urinárias prévias, cateterização uretral, biópsia prostática recente e refluxo de urina intraprostático.

A síndrome de dor pélvica crônica (tipo III) tem etiologia multifatorial: disfunção do assoalho pélvico, fatores neurológicos, estresse psicológico, processos autoimunes e microinflamação prostática podem estar envolvidos isoladamente ou em combinação.

Tratamento da Prostatite

  • Prostatite bacteriana aguda: Antibióticos de amplo espectro (fluoroquinolonas ou cefalosporinas de terceira geração), inicialmente por via intravenosa, com transição para via oral. Duração total de 4-6 semanas.
  • Prostatite bacteriana crônica: Antibioticoterapia prolongada (4-12 semanas) com fluoroquinolonas (ciprofloxacino, levofloxacino) que penetram bem no tecido prostático.
  • SDPC (tipo III): Abordagem multimodal — alfa-bloqueadores para sintomas urinários, anti-inflamatórios, fisioterapia do assoalho pélvico, fitoterápicos (como quercetina e serenoa repens), manejo do estresse e, em casos refratários, terapias direcionadas como neuromodulação.

Rastreamento do Câncer de Próstata

PSA: O Que Você Precisa Saber

O PSA (Antígeno Prostático Específico) é uma proteína produzida exclusivamente pelas células prostáticas, detectável no sangue por exame laboratorial simples. O PSA é órgão-específico, mas não câncer-específico — isso significa que pode estar elevado tanto no câncer quanto em condições benignas:

  • HPB (próstata aumentada)
  • Prostatite (inflamação/infecção)
  • Ejaculação recente (até 48h antes do exame)
  • Atividade física intensa (ciclismo)
  • Instrumentação uretral ou cateterização

Valores de referência classicamente utilizados: até 4,0 ng/mL para a maioria dos homens, embora valores ajustados por faixa etária possam ser mais adequados. Mais importante que o valor absoluto é a velocidade de variação do PSA (PSA velocity) e a relação PSA livre/PSA total.

Exame de Toque Retal: Mitos e Verdades

O exame de toque retal é rápido (dura cerca de 10-15 segundos), indolor na maioria dos casos e fornece informações que nenhum exame de sangue ou imagem substitui completamente. Permite avaliar a consistência, a simetria e a presença de nódulos na próstata. Alguns mitos comuns:

  • Mito: "O toque retal é muito doloroso" — Verdade: é desconfortável por alguns segundos, mas não é doloroso. O urologista utiliza lubrificante e técnica adequada.
  • Mito: "O PSA substitui o toque retal" — Verdade: até 15-20% dos cânceres de próstata ocorrem com PSA normal. O toque retal e o PSA são complementares, não substitutos.
  • Mito: "Só preciso me preocupar com a próstata depois dos 60" — Verdade: o rastreamento deve começar aos 50 anos para a população geral e aos 45 para homens com fatores de risco.

Quando Iniciar o Rastreamento

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda:

  • A partir dos 50 anos: PSA + consulta urológica anual para todos os homens.
  • A partir dos 45 anos: Para homens com fatores de risco — histórico familiar de primeiro grau (pai, irmão) com câncer de próstata, ou homens de etnia afrodescendente.
  • PSA basal aos 40 anos: Pode ser considerado para estratificação de risco individual, definindo a frequência do acompanhamento subsequente.

Quando Procurar um Urologista

Você deve procurar avaliação urológica se apresentar qualquer um destes sinais ou condições:

  • Dificuldade para urinar ou jato urinário fraco
  • Necessidade de urinar muitas vezes, especialmente à noite
  • Sangue na urina ou no sêmen
  • Dor pélvica, perineal ou genital persistente
  • Dor ou ardência ao urinar
  • Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
  • Disfunção erétil
  • Nódulo ou aumento de volume testicular
  • Completar 50 anos (ou 45 com fatores de risco), mesmo sem sintomas — para rastreamento preventivo

Saúde da Próstata em Chapecó

Moradores de Chapecó e de toda a região Oeste de Santa Catarina agora contam com atendimento urológico especializado de alta complexidade. O Dr. Paulo Caldas oferece avaliação completa das doenças prostáticas, desde o manejo clínico da HPB e prostatite até o diagnóstico e tratamento cirúrgico do câncer de próstata, incluindo a prostatectomia radical robótica com o sistema Da Vinci, disponível no Hospital Unimed Chapecó desde janeiro de 2026.

Com formação em centros de referência internacionais — University Health Network (Toronto), Minnesota, Miami Cancer Institute e Barcelona — e mais de 700 procedimentos robóticos realizados, o Dr. Paulo oferece aos pacientes da região o mesmo padrão de excelência disponível nos maiores centros do país.

Conclusão

As doenças da próstata são extremamente comuns e, na grande maioria dos casos, tratáveis com excelentes resultados quando diagnosticadas precocemente. A HPB pode ser controlada com medicamentos ou tratada definitivamente com cirurgia a laser. A prostatite exige diagnóstico correto e abordagem individualizada. E o câncer de próstata, quando detectado em estágio inicial, tem taxas de cura superiores a 90%.

Não espere os sintomas aparecerem. Agende sua consulta com o Dr. Paulo Caldas e cuide da saúde da sua próstata com quem tem experiência, formação e tecnologia de ponta — agora em Chapecó, SC.

Disclaimer: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Agende uma avaliação com o Dr. Paulo Caldas para orientação personalizada.

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